O governador AntonioAnastasia lançou na quarta-feira (17), o Fórum da Cadeia Produtiva do Leite de Minas Gerais - o Fórum do Leite - cujo objetivo é discutir, em caráter permanente, os assuntos de interesse do setor, dando suporte à elaboração de políticas públicas e privadas voltadas para este segmento. O fórum será coordenado pelo governador e contará com a participação de representantes dos diversos segmentos ligados à cadeia leiteira.
"O propósito do Fórum do Leite é fazer a discussão, melhorar e estimular a cadeia produtiva, identificar os gargalos, apresentar sugestões, ouvir o segmento e trabalhar duro para termos, de fato, uma Minas mais leiteira. Vamos trabalhar para que o produtor e o leite sejam respeitados pelo Brasil afora muito mais do que já é, como um produto de excelente qualidade nutricional, mas com um valor econômico importante. Temos que valorizar o produto nacional, aquilo que é feito aqui por nós", destacou AntonioAnastasia, durante a instalação do Fórum do Leite.
Ao falar sobre as necessidades da cadeia produtiva do leite, o governador ressaltou a preocupação em agregar valor aos produtos como forma de alavancar o setor. "Vamos apresentar sugestões e soluções para a questão do leite. Isso significa também agregar valor ao produto feito em Minas, ou seja, aproveitar aqui as fábricas de lacticínios para fazer iogurtes, queijos sofisticados, o que representa uma renda muito maior para os produtores, fabricantes e para o Estado como um todo, ou seja, mais riqueza e empregos de melhor qualidade", disse Anastasia em entrevista.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, o fórum terá a função de direcionar as políticas voltadas ao setor leiteiro. "Temos um terço da produção nacional de leite, vamos produzir cada vez mais, mas, principalmente, com qualidade. Vamos ter reuniões constantes dentro do fórum para analisar as ações produtivas do leite, buscando sempre melhorá-las. Tudo isso para que o produtor possa vislumbrar dias melhores. Será um esforço integrado para fazer uma revolução no setor leiteiro, impulsionando toda a cadeira", destacou o secretário.
A secretária de Casa Civil e de Relações Institucionais, Maria Coeli Simões Pires, enfatizou a importância em valorizar o leite e seus derivados, a exemplo do queijo, como produtos não apenas econômicos, mas como bens culturais do nosso Estado.
MilkPoint – 18/08/2011
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viernes, 19 de agosto de 2011
MG lança Fórum do Leite para desenvolver a cadeia produtiva
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miércoles, 17 de agosto de 2011
Entrevista Técnica sobre Pecuária Australiana
Hoje entrevisto o Eng. José Rafael Urdaneta Parabi, venezuelano e engenheiro de produção egresso da Universidad de los Llanos Occidentales Ezequiel Zamorra – UNELLEZ, em Guanare, Estado Portuguesa – Venezuela. Nosso entrevistado também possui especialização em Gerência Agro-empresarial, realizada na Universidad de los Andes – ULA, em Mérida – Venezuela; Estudos Técnicos em Genética Bovina pela Universidad Lisandro Alvarado; e por fim é também especialista em Bio-segurança em Unidades Agropecuárias realizada na Universidade de Queensland, Autrália.
Dedicou-se à produção pecuária de carne como também na produção leiteira nas planícies venezuelanas, especificamente nos estados de Barina, Portuguesa e Cojedes.
Atualmente trabalha com pecuária venezuelana e também é membro do programa de produção animal para o desenvolvimento estratégico do estado de Queensland na Austrália. Tal programa se desenvolveu com a intervenção estatal australiana aportando estratégias como ferramentas para os pecuaristas e agricultores maximizarem suas produções e correlacionar-las com o próprio programa ou outros planos de desenvolvimento nacional naquele país.
GANADERÍA LATINA: Como o sr. Pode descrever a produção pecuária na Austrália ? ENG. JOSÉ R. URDANETA: Para analisar a produção de gado bovino e ovino na Austrália, devemos considerar a Austrália como o gigante do Pacífico, que produz e abastece o maior mercado do planeta: a Ásia. São aproximadamente 700 milhões de seres humanos que necessitam ser alimentados diariamente e que planejam seu futuro e seu abastecimento avaliando os custos constantemente.
A Austrália nas últimas duas décadas voltou a figurar nos índices zootécnicos de produção como o primeiro colocado na produção e exportação de carnes (bovina, ovina, caprina), leite e seus derivados, como também em cereais e oleaginosas.
GANADERÍA LATINA: Como é o clima na Austrália?
ENG. JOSÉ R. URDANETA: Por outro lado deve-se considerar que as boas condições australianas se prestam para ponderar-la como uma das pot6encias mundiais em produção animal por apresentar um amplíssimo território apto para os trabalhos dentro do conceito de “Agriculture Mind”.
O estado de Queensland apresenta um clima com características da zona tropical e subtropical onde só ocorrem duas estações durante o ano, que por sua posição austral possui grande amplitude térmica registrando elevadas e baixas temperaturas sincronizadas nas quatro estações porém sem a presença de neve.
Nos outros estados australianos como New South Wale, Victoria South Australia, Tasmania e Western Australia aí sim há um predomínio maior das diferenças sazonais em função das quatro estações, o que permite o desenvolvimento de outras estratégias muito comuns na Europa e no caso da América latina, em países como: Brasil, Argentina e Chile (ensilagem, feno,etc)
Vale destacar que atualmente, como todos sabemos, em função das alterações provocadas pelas Mudanças Climática, estas estratégias seguem sobre forte planejamento constantemente, uma vez que a Austrália não esteve isenta nem imune a desastres naturais, onde podemos citar como exemplo o problema com as recentes inundações.
GANADERÍA LATINA: Sobre quais projetos o sr. Pode nos comentar para que possamos aprender um pouco mais com a experiência australiana?
ENG. JOSÉ R. URDANETA: então vou comentar sobre um projeto do qual afortunadamente participei junto com a equipe da Universidade de Queensland, onde se avaliou no South, North e central Queensland as unidades de produção criando-se então os planos de bio-segurança agropecuários antes e depois da execução do programa do convênio China – Austrália para produção e comercialização de carne e leite. Igualmente esteve envolvida a Universidade da Tasmania uma vez que o estado da Tasmania se detaca na “Milk Production” e o de Queensland em “Beef Cattle Production”.
Nos anos de 2008, 2009 e 2010 a Austrália apresentou um excedente de produção da ordem dos 900 milhões de toneladas de leite e outras 500 toneladas de carne prontas para exportar, sendo a China seu principal cliente comprador, e investindo e assegurando-lhes a este setor australiano mais de 700 milhões de dólares, garantindo assim sua produção por mais pelo menos 15 anos.
Estes parâmetros comercias são manipulados de tal modo a gerar uma base sólida para a produção australiana, e como se pode imaginar tudo se correlaciona direta ou indiretamente à isto.
Igualmente se considerarmos a América latina, perceberemos que este gigante (a Austrália) estende seu foco de ação ou suas linhas de ação penetrando inicialmente no mercado chileno, que está preparando e consolidando programas de abastecimento e intercâmbio.
O estado de Queensland é o líder mundial de “Beef Cattle Production”. Para esquemas produtivos em zonas tropicais e subtropicais desenvolvem a pecuária a partir de raças como Brahma, Angus, Senepol, Herford e Droughtmaster.
Os pecuaristas empregam estratégias de produção incorporando o que em genética chamamos de “vigor híbrido”, desenvolvendo as beneficies deste no cruzamento de duas raças: Boss-Taurus e Boss-Indicus, alcançando parâmetros de produção onde bovinos com 7 meses de idade já atingem um peso médio que varia entre 240 e 245 kg. na fase de “desmamar”, as condições nutricionais e alimentícias que os pecuaristas aplicam ou sustentam como a matéria-prima é de fácil, econômica, e subsidiada condições, são de altíssima qualidade e geram uma idade de abate média em torno dos 22 meses de vida do animal, com um pessoa médio que varia entre 580 a 600 kg. por cabeça, o que garante um rendimento médio que varia entre 60 e 62%.
Para a cria se desenvolvem programas genético se de reprodução baseados tecnologias de vanguarda já bastante conhecidas.
GANADERÍA LATINA: Como venezuelano, o que imprerssinou o sr. E o que o crê que possa ser mudado para melhorara a produção pecuária não somente na Venezuela, mas também em toda a área tropical latina?
ENG. JOSÉ R. URDANETA: como venezuelano me impressionou antes de mais nada o clima de bem-estar no qual você pode desenvolver sua vida, seu trabalho, seus planos, a capacidade de captar apoio incondicional por parte de todos os setores, o espectro em que você na condição de profissional, proprietário, gerente ou um cidadão comum, membro da sociedade civil gera para a nação benefícios que se percebe com qualidade e direitos, e a naturalidade com que a sociedade organizada te estimula a cumprir com os deveres que tens como cidadão.
O que poderíamos mudar e que eu poderia recomendar? ...Hum...Considero que nosso país (a Venezuela) tem u grande potencial e igualmente a América latina estão em condições iguais, mas não em igualdade de oportunidades.
Os esquemas produtivos que aplicamos também são de vanguarda e inovadores, porém o problema fundamental aqui é a diferença que existe entre custos – produção – produtividade, e quando penso nisso me restrinjo ao caso da Venezuela.
No se cria um Estado fiel e comprometido a cumprir com os esquemas de planos e esttratégias de desenvolvimento, não existe comparação ou equilíbrio entre o mercado nacional venezuelano e os parâmetros internacionais, consequentemente para nós venezuelanos é 5 vezes mais difícil que aos australianos produzir um quilo de carne ou um litro de leite. Pontualmente na Venezuela, sob minha ótica, analiso que não é que não podemos ou não estejamos em condições de, mas sim que nosso entorno, o que nos molda, por assim dizer, para citar um exemplo, vamos aos índices de produção de muitíssimos produtores venezuelanos, incluindo-me a mim, são de comparação internacional porém o que você obtém ao abater um animal aos 20-22 meses com peso médio entre 550-600kg por cabeça, se quando ao comercializar-lo te pagam um preço por quilo 1/3 menor que o preço internacional da carne, comparado ao preço que o governo venezuelano paga ao Brasil, Uruguai e Argentina, subsidiando assim os produtores estrangeirosenquanto aqui quem nos subdisia é a providência.
Me aterei ao ano de 2005, antes de ir-me à Austrália, quando com a venda de uma vaca de descarte eu comprava os 4 pneu do meu carro e hoje em dia tenho que vender 4 vacas porque um pneu custa o que vale essa vaca.
Se poderia implementar uma verdadeira correlação do espectro econômico sobre o setor produtivo para que se consiga gerar esse mesmo bem-estar que se vive na Austrália.
Outro ponto importantíssimo é desenvolver e fomentar nossas próprias tecnologias sem depender tanto do quem vem do exterior, mas bem, igualmente o setor de desenvolvimento tecnológico está igualmente comprimido assim como o setor primário.
É difícil, porém deve-se ter confiança e crença em tudo que fazes, onde quer que seja que você esteja.
De verdade, suas perguntas foram bem amenas e agradáveis e me encantou conceder-lhe esta entrevista. Espero ter contribuído de forma positiva!
Um grande abraço a todos.
GANADERÍA LATINA: Nós do Blog Ganadería Latina te agradecemos muito por compartilhar conosco e com nossos seguidores esta experiência tão relevante
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